quarta-feira, 20 de julho de 2016

MLS e o formato americano

Divulgação/MLS
Quem começou a acompanhar a Major League Soccer recentemente, certamente estranhará a fórmula de disputa da liga. O campeonato segue o padrão das demais ligas americanas, com uma divisão em conferências, fase de pontos corridos e, posteriormente, de mata-mata.

Inicialmente, vamos explicar o sistema de conferências. A liga possui 20 franquias. Estes clubes são divididos em duas conferências, a Oeste e a Leste, cada uma contendo 10 times. O critério é meramente geográfico.

Durante a temporada regular, cada time disputa 34 partidas e a classificação é no sistema de pontos corridos. Em cada conferência, seis equipes se classificam para os playoffs, que é a fase de mata-mata. Contudo, nem todos os seis jogarão o mesmo número de partidas. Os dois primeiros de cada conferência garantem vaga nas semifinais da respectiva conferência. Os outros quatro fazem uma espécie de quartas-de-final.

Nos playoffs, todos os confrontos acontecem em ida e volta; as quartas, semis e finais de conferência são jogadas na casa dos dois times envolvidos na disputa. Para a definição de um campeão, ocorre a MLS Cup, que reúne o campeão da conferência Leste e da Oeste.

A MLS Cup é a grande final da liga, sendo uma espécie de Super Bowl, disputada em jogo único. O estádio escolhido para o confronto derradeiro é meritocrático. O time com melhor campanha dentre os dois finalistas tem o direito de sediar a finalíssima.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Portland Timbers: abram alas para o campeão

Ah, o doce sabor da vitória. No ano passado, os fãs do Portland Timbers puderam se deleitar com este gosto. Mesmo com uma temporada irregular, os lenhadores da Cascadia chegaram ao título da MLS Cup.
Reprodução Portland Timbers


Isso é o que torna o mata-mata emocionante. Uma equipe que se classificou com dificuldades para os playoffs, atropela os melhores na hora H.

Pode parecer clichê, mas o triunfo dos Timbers se deve, certamente, à paixão dos torcedores. Assim como o maior rival Seattle, o time do Oregon nunca teve um ingresso sobrando desde que entrou na Major League Soccer. O Providence Park, estádio do clube, está sempre cheio com os mais de 21 mil apaixonados.

Início na USL e era Porter

A história do Portland Timbers é muito semelhante a dos rivais de Seattle. Criado na USL, os Timbers repetiram o sucesso dos Sounders na terceira liga do país. Com uma torcida frenética e assídua, os lenhadores chamaram a atenção da MLS, que, em 2011, aceitou o clube na liga.

Nas duas primeiras temporadas na principal competição dos Estados Unidos, os Timbers não foram muito bem, ficando fora dos playoffs. Os maus resultados culminaram na queda do então treinador John Spencer, que foi substituído por um novato brilhante: Caleb Porter.

Caleb Porter/USA Today Sports
Porter foi treinador da Universidade de Stanford na NCAA, liga universitária americana, e trouxe uma filosofia vitoriosa para Portland. Logo em seu primeiro ano como comandante, ele levou o clube aos playoffs pela primeira vez. Na ocasião, os Timbers foram derrotados apenas na final de conferência, uma espécie de semifinal do campeonato.

Em 2014, Portland voltou a ficar fora do mata-mata, mas, no ano passado, a recompensa. Mesmo com uma campanha claudicante, os Timbers foram aos playoffs. Quando os jogos eliminatórios começaram, o time incorporou a alma da torcida e ninguém foi páreo para os lenhadores da Cascadia, que foram campeões ao derrotar o Columbus Crew, fora de casa.

Timber Joey

Timber Joey/ Getty Images
Cada franquia na MLS tem sua peculiaridade. No caso do Portland Timbers, esta é a afinidade com lenhadores. Por isso, o mascote do clube é o Timber Joey, um lenhador com cara de lenhador. Joey é barbudo, com cara de mau e sempre trajando o manto da franquia.

Mais curiosa ainda é a comemoração dos gols do Portland. A cada tento anotado, Timber Joey serra uma tora de madeira e dá um pedaço para o autor do gol. Tem jogador que já não tem mais espaço para as toras...

Chicago Fire: o time que nasceu campeão

Logo.(Chicago Fire/Divulgação)
A franquia escolhida para hoje tem uma história muito especial. Situado na terceira maior cidade dos Estados Unidos, o Chicago Fire é um clube de sorte. O time de Illinois "nasceu campeão". Fundado em 1997, o Fire participou da segunda temporada da MLS, 1998, e, de primeira, conquistou a MLS Cup.



Para melhorar ainda mais a temporada de debutante de Chicago, a franquia também levou o título da Lamar Hunt U.S. Open Cup, fazendo a dobradinha naquele ano. O sucesso não era para menos. O time contava com atletas de renome, como Ante Razov, Eric Wynalda e Carlos Bocanegra.

A derrocada

Apesar do início fantástico, atualmente Chicago está longe de qualquer possibilidade de triunfo. Nas últimas seis temporadas, o Fire só chegou aos playoffs em uma única oportunidade, em 2012. No ano passado, a equipe foi a pior entre todas as 20 franquias que participam da liga.

Igboananike é destaque.(USA Today Sports)
Os fãs do soccer em Illinois culpam o mau momento vivido pelo clube ao proprietário Andrew Hauptman. Na visão dos torcedores, o dono não acompanhou o crescimento da MLS e parou no tempo, deixando de investir dinheiro na equipe.

A situação incômoda continua neste ano, com Chicago na lanterna da liga. A pressão para que Hauptman venda a franquia tem se tornado insustentável. Os insucessos estão afastando os fãs e prejudicando as finanças da equipe que vê nascer concorrentes no mercado de Chicagoland. Recentemente, a NASL, correspondente à segunda divisão, anunciou a criação de uma franquia na região, o que pode prejudicar os rendimentos do Fire.

Ressurgimento?

Após chegar no fundo do poço no ano passado, a franquia tenta se reestruturar. Para 2016, Hauptman contratou um novo General Manager, o competente Nelson Rodriguez e trouxe o promissor técnico sérvio Veljko Paunovic, campeão do mundial sub-20 com a Sérvia em 2015.

Veljko Paunovic.(Reprodução/Internet)
O esforço, no entanto, ainda não surtiu efeito. O Chicago está na lanterna da Conferência Leste e da MLS e, mesmo no meio da temporada, o clube está praticamente sem chances de avançar ao mata-mata da liga. Com tantos problemas, a equipe se apega na tradição para trilhar novamente o caminho do sucesso e abandonar o período de fracasso.

Seattle Sounders: a franquia mais querida da Major League Soccer

O especial sobre os clubes da MLS começa com a franquia com maior sucesso nas arquibancadas. O Seattle Sounders é um time de Seattle, no estado de Washington, na região do Pacífico dos Estados Unidos. No ano passado, a média de público da equipe foi de 44,247 torcedores.

Apesar do recente sucesso, vale ressaltar que nem tudo começou assim. A franquia de Seattle iniciou sua jornada na United Soccer League (USL), correspondente à terceira divisão na pirâmide de futebol do país. Desde a divisão inferior, os Sounders já se destacavam, levando grandes públicos ao pequeno Starfire Stadium e conquisto títulos da USL.
Logo da franquia quando atuava pela USL(Reprodução/Internet)

Com o aparente triunfo do soccer em Washington, a  Major League Soccer aceitou a candidatura do Sounders para atuar na principal liga e, em 2009, o clube passou a ser uma das franquias da MLS. À época, o Seattle se tornou o 15º time a integrar a competição.

Sucesso

Escudo atual de Seattle(Reprodução/Internet)
Logo na primeira temporada, a franquia mostrou que não estava para brincadeiras. Todos os 22 mil ingressos para toda a temporada foram vendidos, tornando os Sounders o clube com mais bilhetes vendidos
entre toda a liga.

Em campo, Seattle também fez sucesso. Em sua primeira temporada no principal torneio de futebol do país, o rave-green se classificaram para os playoffs e também ganharam a Lamar Hunt U.S. Open Cup, equivalente a Copa do Brasil.

Torcida

Seattle é conhecida por ser uma espécie de cidade hipster dos Estados Unidos. Lá, as pessoas geralmente vão contra as convenções tradicionais e têm hábitos, digamos, alternativos. Como antes o futebol era coisa de hippies, os habitantes da bela cidade de Washington aderiram ao esporte como nenhum outro local no país.

Em todos os seus anos na MLS, a franquia quebrou os próprios recordes de público, estabelecendo o último em 44,247. Nas partidas em casa, o CenturyLink Field está sempre lotado e, desde que entrou na Major League Soccer, não sobrou um ingresso sequer para os jogos dos Sounders.

Infelizmente, para os fãs, o time nunca conquistou a MLS Cup. No entanto, Seattle não ficou uma temporada sequer fora do mata-mata da liga. O desejo de vencer a Major League Soccer é irrefreável em Washington, ainda mais depois de os torcedores terem visto o maior rival, Portland Timbers, campeão no ano passado.

Mike Russell (SB Nation)

Elenco 2016


Em 2016, Seattle viu uma de suas principais estrelas abandonarem o CenturyLink Field e irem para a China. O nigeriano Obafemi Martins, ex-Newcastle, não resistiu à tentadora oferta chinesa e se transferiu para a Ásia. Contudo, os Sounders mantêm alguns grandes nomes, como Clint Dempsey, da seleção americana.

Time base: Frei; Mears, Torres, Marshall e Jones; Alonso, Roldan e Friberg; Dempsey, Ivanschitz e Morris

quinta-feira, 12 de maio de 2016

MLS: onde assistir

A Major League Soccer vem crescendo espantosamente. Com estrelas como Andrea Pirlo, David Villa e Kaká, as redes de televisões mundo afora certamente ficariam tentadas à retransmitir o campeonato americano de futebol.

No início da liga, a MLS não se mostrou uma liga atrativa. O esporte ainda carregava um pouco de preconceito entre os americanos, que consideravam-o jogo para meninas. O primeiro contrato de transmissão da Major League Soccer foi com as gigantes ESPN e ABC.

Todavia, o tamanho das emissoras não denotava visibilidade, tampouco dinheiro. Durante os três primeiros anos de atividade da liga, apenas 30 jogos foram televisionados por temporada. No primeiro contrato, a MLS não recebeu sequer um centavo pelas transmissões.

Dias melhores

Em 2007, a MLS firmou contrato novamente com a ESPN. A emissora e a liga assinaram por oito anos. Nesse novo acordo, a Major League Soccer recebia US$ 8 milhões por ano. Além da transmissão de partidas, a ESPN passou a mostrar o SuperDraft e o jogo das estrelas da MLS.

As transmissões também aconteciam em espanhol. A ESPN Deportes e a Unimás dividiam os direitos de TV para a língua espanhola. Na soma dos valores, a liga recebia cerca de US$ 18 milhões.

Em 2012, a gigante NBC resolveu investir no crescente esporte e adquiriu também os direitos de transmissão. O grupo pagou US$ 10 milhões anuais durante três anos para contar com o futebol na grade. À época, o número de partidas transmitidas nacionalmente chegou a 40.

Contratos atuais

O contrato da NBC e o antigo contrato da ESPN terminaram ao fim da temporada de 2014. A partir de 2015, o valor dos direitos televisivos da liga teve um boom. A própria ESPN, junto com o Fox Sports e a Univision adquiriram o direito de mostrar os jogos da MLS.

Na soma, a Major League Soccer tem garantido US$ 90 milhões por temporada, aumentando cinco vezes em relação ao último acordo. O número de jogos transmitidos nacionalmente saltou para, pelo menos, 125 por ano. 

Fora dos Estados Unidos

No Canadá, que tem três franquias na MLS, o grupo TSN, filiado à ESPN transmite os jogos. No Quebéc, província francófona do país, os duelos são transmitidos pela RDS, pertencente ao mesmo grupo.

Ao redor do globo, a liga assinou com grandes grupos. A Eurosport transmite as partidas para toda a Europa, exceto o Reino Unido. Na terra da rainha, a MLS é televisionada pela Sky Sports. Na China, o acordo é com a Le Sports e no Japão com a Fuji TV.

No Brasil

No nosso país, a MLS é transmitida por dois canais. O SporTV comprou os direitos no ano passado e transmite, pelo menos, dois jogos por semana. A ESPN mostra o Soccer Sunday, aos domingos. Além disso, ambos os canais mostram o jogo das estrelas e a MLS Cup, grande final do campeonato.



domingo, 17 de abril de 2016

MLS Week 7: Chicago Fire 1x2 Montreal Impact

Na volta de Didier Drogba, o Montreal Impact conquistou uma grande vitória fora de casa. Jogando no Toyota Park, os canadenses bateram o Chicago Fire, de virada, por 2x1. O duelo marcou o retorno do marfinense Drogba, que estava sendo poupado por dores no joelho.

A partida também foi marcada por golaços. Os jogados de ambos os times capricharam na beleza dos gols na tarde deste sábado. A vitória garantiu a liderança da Conferência Leste para o Montreal e tirou o Fire da zona de playoff. O Impact tem 12 pontos e o time de Illinois tem seis.

Investida mandante

No início da partida, Chicago foi para cima do adversário. No entanto, ainda era visível a ausência do principal jogador da equipe, David Accam, que se recupera de lesão. O nigeriano Kennedy Igboananike liderava as investidas ofensivas dos donos da casa. O africano levou perigo ao gol de Bush numa cabeçada logo no início do jogo.

De cabeça também veio a primeira finalização dos canadenses. O zagueiro Camara subiu muito alto e cabeceou. O goleiro Matt Lampson fez grande defesa e salvou Chicago. Aos 28, o Fire aproveitou contra-ataque em velocidade para abrir o marcador. O brasileiro Gilberto ganhou a bola no meio-campo, conduziu e tocou para Igboananike. Com tranquilidade, o nigeriano dominou, olhou e bateu no ângulo, encobrindo Bush.

Allez Drogba

No segundo tempo, o treinador Mauro Biello voltou com uma mudança. O astro Didier Drogba entrou no lugar de Johan Venegas e mudou o jogo. A presença de Drogba deixou a defesa adversária preocupada e Montreal ganhou terreno no ataque. Logo com 10 minutos, Oduro fez jogada pela direita e trocou para Drogba que, de letra, mandou para as redes e empatou.

O jogo ficou movimentado. Precisando vencer, Chicago foi para cima. O calouro Morrell teve oba chance mas foi parado por Bush. Com bom toque de bola, o Impact procurava brechas na defesa rival. E achou. Nos acréscimos, o argentino Piatti fez um belo gol. O meia parece ter ficado com inveja do gol marcado pelo atacante do Fire e anotou um bem parecido. Nacho Piatti recebeu na esquerda, dominou e bateu cruzado. A bola encobriu Lampson e deu a vitória aos visitantes.

Confira os melhores momentos:

Ficha Técnica:

Local: Toyota Park; Bridgeview, IL.
Público: 14,509.

Chicago Fire: Lampson; Ramos, Campbell, Kappelhof, Harrington; Alvarez (Polster), Stephens, Cocis (LaBrocca), Igboananike; Goossens ( Morrell) e Gilberto.

Montreal Impact: Bush; Camara, Cabrera (Lefevre), Ciman, Toia; Bekker (Donadel), Alexander, Venegas (Drogba), Piatti, Shipp; Oduro.


MLS Week 7: DC United 0x1 Toronto FC

O Toronto voltou a vencer após quatro jogos. A vitória veio logo no primeiro minuto e com gol do principal jogador da franquia. O DC United soma mais uma derrota na temporada e continua fora da zona de classificação para os playoffs.

Com a vitória, o time canadense conquistou sua segunda vitória e chegou aos oito pontos no torneio. Os Reds entraram na zona de playoff, em quarto lugar na Conferência Leste. Os Eagles têm apenas seis, na oitava colocação.

Gol relâmpago decide

Tommy Gilligan/ USA Today Sports
O DC United veio animado para o jogo deste sábado. No entanto, os visitantes jogaram um balde de água fria logo no primeiro minuto. A defesa do time da capital saiu jogando mal e o Toronto se aproveitou. O atacante Altidore recebeu bola na ponta esquerda e cruzou, Marco Delgado dividiu com o zagueiro e a bola sobrou para Giovinco que mandou para as redes.

O gol desanimou o time da casa. O DCU ainda tentou pressionar a equipe canadense, mas a defesa de Greg Vanney estava sólida e não facilitou a vida dos atacantes dos Eagles. Enquanto os mandantes tentavam o empate, a ameaça constante de contra-ataque preocupava o United. 

Segurança no gol

Clint Irwin foi uma das contratações do Toronto para 2016 e vem provando que valeu o investimento. O goleiro mais uma vez segurou o adversário fazendo defesas seguras e inspirando confiança na defesa dos Reds.

O DC United teve boas oportunidades no segundo tempo para, pelo menos, empatar a partida. Nyarko, Neagle, Rolfe e Espíndola foram todos barrados por Irwin na tarde de sábado. Com a bela atuação, o arqueiro garantiu o segundo triunfo do Toronto na temporada.

Confira os melhores momentos:

Ficha Técnica:

Local: RFK Stadium; Washington, DC.
Público: 16,213.

DC United: Worra; Franklin, Birnbaum, Boswell, Kemp; Nyarko (Acosta), DeLeon, Sarvas, Neagle; Rolfe (Saborío) e Espíndola.

Toronto FC: Irwin; Beitashour, Williams (Perquis), Moor, Morrow; Delgado (Chapman), Johnson, Bradley, Osorio; Giovinco e Altidore.

Gols: Giovinco 1'(Toronto FC).