domingo, 17 de abril de 2016

MLS Week 7: Chicago Fire 1x2 Montreal Impact

Na volta de Didier Drogba, o Montreal Impact conquistou uma grande vitória fora de casa. Jogando no Toyota Park, os canadenses bateram o Chicago Fire, de virada, por 2x1. O duelo marcou o retorno do marfinense Drogba, que estava sendo poupado por dores no joelho.

A partida também foi marcada por golaços. Os jogados de ambos os times capricharam na beleza dos gols na tarde deste sábado. A vitória garantiu a liderança da Conferência Leste para o Montreal e tirou o Fire da zona de playoff. O Impact tem 12 pontos e o time de Illinois tem seis.

Investida mandante

No início da partida, Chicago foi para cima do adversário. No entanto, ainda era visível a ausência do principal jogador da equipe, David Accam, que se recupera de lesão. O nigeriano Kennedy Igboananike liderava as investidas ofensivas dos donos da casa. O africano levou perigo ao gol de Bush numa cabeçada logo no início do jogo.

De cabeça também veio a primeira finalização dos canadenses. O zagueiro Camara subiu muito alto e cabeceou. O goleiro Matt Lampson fez grande defesa e salvou Chicago. Aos 28, o Fire aproveitou contra-ataque em velocidade para abrir o marcador. O brasileiro Gilberto ganhou a bola no meio-campo, conduziu e tocou para Igboananike. Com tranquilidade, o nigeriano dominou, olhou e bateu no ângulo, encobrindo Bush.

Allez Drogba

No segundo tempo, o treinador Mauro Biello voltou com uma mudança. O astro Didier Drogba entrou no lugar de Johan Venegas e mudou o jogo. A presença de Drogba deixou a defesa adversária preocupada e Montreal ganhou terreno no ataque. Logo com 10 minutos, Oduro fez jogada pela direita e trocou para Drogba que, de letra, mandou para as redes e empatou.

O jogo ficou movimentado. Precisando vencer, Chicago foi para cima. O calouro Morrell teve oba chance mas foi parado por Bush. Com bom toque de bola, o Impact procurava brechas na defesa rival. E achou. Nos acréscimos, o argentino Piatti fez um belo gol. O meia parece ter ficado com inveja do gol marcado pelo atacante do Fire e anotou um bem parecido. Nacho Piatti recebeu na esquerda, dominou e bateu cruzado. A bola encobriu Lampson e deu a vitória aos visitantes.

Confira os melhores momentos:

Ficha Técnica:

Local: Toyota Park; Bridgeview, IL.
Público: 14,509.

Chicago Fire: Lampson; Ramos, Campbell, Kappelhof, Harrington; Alvarez (Polster), Stephens, Cocis (LaBrocca), Igboananike; Goossens ( Morrell) e Gilberto.

Montreal Impact: Bush; Camara, Cabrera (Lefevre), Ciman, Toia; Bekker (Donadel), Alexander, Venegas (Drogba), Piatti, Shipp; Oduro.


MLS Week 7: DC United 0x1 Toronto FC

O Toronto voltou a vencer após quatro jogos. A vitória veio logo no primeiro minuto e com gol do principal jogador da franquia. O DC United soma mais uma derrota na temporada e continua fora da zona de classificação para os playoffs.

Com a vitória, o time canadense conquistou sua segunda vitória e chegou aos oito pontos no torneio. Os Reds entraram na zona de playoff, em quarto lugar na Conferência Leste. Os Eagles têm apenas seis, na oitava colocação.

Gol relâmpago decide

Tommy Gilligan/ USA Today Sports
O DC United veio animado para o jogo deste sábado. No entanto, os visitantes jogaram um balde de água fria logo no primeiro minuto. A defesa do time da capital saiu jogando mal e o Toronto se aproveitou. O atacante Altidore recebeu bola na ponta esquerda e cruzou, Marco Delgado dividiu com o zagueiro e a bola sobrou para Giovinco que mandou para as redes.

O gol desanimou o time da casa. O DCU ainda tentou pressionar a equipe canadense, mas a defesa de Greg Vanney estava sólida e não facilitou a vida dos atacantes dos Eagles. Enquanto os mandantes tentavam o empate, a ameaça constante de contra-ataque preocupava o United. 

Segurança no gol

Clint Irwin foi uma das contratações do Toronto para 2016 e vem provando que valeu o investimento. O goleiro mais uma vez segurou o adversário fazendo defesas seguras e inspirando confiança na defesa dos Reds.

O DC United teve boas oportunidades no segundo tempo para, pelo menos, empatar a partida. Nyarko, Neagle, Rolfe e Espíndola foram todos barrados por Irwin na tarde de sábado. Com a bela atuação, o arqueiro garantiu o segundo triunfo do Toronto na temporada.

Confira os melhores momentos:

Ficha Técnica:

Local: RFK Stadium; Washington, DC.
Público: 16,213.

DC United: Worra; Franklin, Birnbaum, Boswell, Kemp; Nyarko (Acosta), DeLeon, Sarvas, Neagle; Rolfe (Saborío) e Espíndola.

Toronto FC: Irwin; Beitashour, Williams (Perquis), Moor, Morrow; Delgado (Chapman), Johnson, Bradley, Osorio; Giovinco e Altidore.

Gols: Giovinco 1'(Toronto FC).

sábado, 16 de abril de 2016

MLS Week 7: Houston Dynamo 1x4 LA Galaxy

O LA Galaxy voltou a mostrar força e goleou o Houston Dynamo fora de casa na abertura da sétima semana da temporada 2016 da Major League Soccer. O time da Califórnia, que contou com o retorno de Gerrard, fez 4x1 na equipe laranja com autoridade e subiu na tabela.

Na classificação da Conferência Oeste, o Galaxy chegou aos 11 pontos e está momentaneamente na terceira posição. Já Houston continua com apenas uma vitória e cinco pontos conquistados. Os texanos estão na oitava posição no Oeste.

Início eletrizante

Jogando em casa e empurrado pelos mais de 20 mil torcedores que compareceram ao BBVA Compass,  Houston foi ao ataque. Logo no primeiro minuto o zagueiro David Horst aproveitou cruzamento de Alex após cobrança ensaiada de escanteio e pôs os mandantes na frente.

A inferioridade no placar não durou nem três minutos. O astro mexicano Giovani dos Santos aproveitou bobeira da zaga adversária e marcou seu primeiro gol na temporada. O início eletrizante de partida empolgou os torcedores no estádio que tentavam empurrar o Dynamo à vitória.

Chuva de gols 

Thomas Shea/ USA Today Sports
Após o empate do rival, Houston não conseguiu se estabilizar em campo. A melhor qualidade técnica de Los Angeles prevalecia e o time visitante detinha a posse de bola por mais tempo e rondava com perigo a área do goleiro Willis.

O gol da virada não demorou a vir. Aos 21, o bósnio Husidic recebeu cruzamento de dos Santos e virou para o Galaxy. A partir daí virou festa. Aos 31, Gerrard ganhou a bola no meio-campo e deu belo lançamento para Giovani dos Santos. O mexicano bateu bonito, no canto esquerdo de Joe Willis e marcou o terceiro.

Logo com quatro minutos da etapa final, a equipe da Califórnia matou o jogo. Lletget cruzou para Gyasi Zardes, livre, tocar para as redes e selar o triunfo galáctico. Sem poder de fogo, Houston não ameaçava o gol de Rowe. A única oportunidade foi de Cubo Torres, que mandou na trave. O Galaxy levou o jogo em banho-maria e terminou com a vitória.

Confira os melhores momentos abaixo:


Ficha Técnica:

Local: BBVA Compass Stadium; Houston, TX.
Público: 20,563

Houston Dynamo: Willis; Anibaba, Horst, Rodríguez, Beasley; Alex, Clark, Wenger (Miranda), Maidana (Boniek García), Barnes; Bruin (Torres).

LA Galaxy: Rowe; DeLaGarza, Steres, Van Damme (Romney), Cole; Gerrard, Husidic, Lletget, dos Santos, Magee (Boateng); Zardes.

Gols: Horst 1' (Dynamo); dos Santos 4' e 31', Husidic 21', Zardes 49' (Galaxy).


quinta-feira, 14 de abril de 2016

Notícia da semana: Real Salt Lake revela planos para novo Centro de Treinamento

Herriman City Council Planning Commission agenda
O Real Salt Lake apresentou no último sábado um projeto grandioso. A franquia de Utah pretende construir um novo centro de treinamentos para o time profissional e para as academias do clube em um projeto de US$ 50 milhões em Herriman City, região metropolitana de Salt Lake City.

O dono do RSL, Dell Loy Hansen, anunciou a
construção junto com o prefeito da cidade, Carmen Freeman, em evento no estádio Rio Tinto. O projeto prevê que o novo local abrigue os treinamentos diários do time principal e do Real Monarchs, franquia pertencente e afiliada ao Real Salt Lake na USL, a terceira divisão nacional. O complexo também vai receber as academias de base da equipe. A expectativa é que a inauguração completa seja 2018.

Informações do Complexo

Herriman City Council Planning Commission agenda
O objetivo é construir, em uma área de 170 mil metros quadrados, oito campos sendo um deles para uso público dos habitantes de Herriman City. Dos oito gramados, quatro terão gramado natural e três vão usar grama artificial. Dois desses campos artificiais estarão dentro de uma estrutura de 20 mil metros quadrados que será a maior do gênero no país.

As academias de base do clube também treinarão no novo CT. A formação de jogadores do RSL é baseada no estado do Arizona. Com a construção do ''Real Salt Lake Training Academy'', 50 jogadores das categorias sub-18 e sub-16 serão alojados em Utah.

A estrutura também servirá como instituto educacional. A nova academia poderá receber 250 alunos das áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática. Isso é fruto de uma parceria firmada com a Universidade do Estado de Utah que também visa alojar 50 estudantes de fora do estado.

Herriman City Council Planning Commission agenda
O General Manager da franquia, Craig Wabel, acredita que a magnitude do complexo define a profissionalização do futebol na América. Ele assevera que o esporte no país e a liga vão colher os frutos desse investimento em breve e reitera o comprometimento da franquia com a MLS e o com a sociedade local e também com o desenvolvimento do futebol nos Estados Unidos.

Outros projetos

O Complexo de Herriman é o mais icônico e o último a ser lançado, no entanto, não é o único. No início do ano, o Orlando City, que pertence ao brasileiro Flávio Augusto da Silva, anunciou a construção de um novo centro de treinamento em Lake Nona, na Flórida.

Orlando City SC
A estrutura dos Lions vai contar com seis campos gramados além de academia, centro médico, vestiários, sala de filmes e os escritórios dos comandantes da franquia. O novo CT do Orlando também receberá o time principal, o Orlando City B, da USL, o Orlando Pride, equipe feminina de futebol e as categorias de base do clube.

Além de RSL e OCSC, o Montreal Impact também conta com um novo complexo de treinos. No ano passado, os canadenses terminaram a construção de um novo e moderno CT. Philadelphia Union e New York Red Bulls ampliaram e reformaram seus locais de treinamento nos dois últimos anos.




segunda-feira, 11 de abril de 2016

MLS Week 6: LA Galaxy x Portland Timbers

O Portland Timbers foi até a Califórnia e segurou o LA Galaxy. As equipes empataram em 1x1, no StubHub Center. O resultado foi comemorado pelos atuais campeões, mas podia ser melhor. O Galaxy mostrou claramente que sente a falta do seu principal jogador, Robbie Keane, que está machucado.

O time do Oregon, por boa parte do jogo, mostrou o futebol que o levou ao título da última temporada. Bem organizado defensivamente e com velocidade nos contragolpes, os Timbers quase saíram com a vitória fora de casa.

Do lado mandante, Bruce Arena não vê a hora de poder contar novamente com as estrelas. Atletas como Steven Gerrard e Robbie Keane estão lesionados. Giovani dos Santos voltou a jogar hoje depois de um mês parado e deixou claro que está bem abaixo do que pode apresentar.

Na tabela o resultado foi ruim para ambos. O Galaxy perdeu a chance de subir na classificação da Conferência Oeste e estacionou em quarto, com oito pontos. Os atuais campeões fazem campanha decepcionante até aqui. Com apenas cinco pontos, os Timbers só estão na frente do Seattle Sounders no Oeste.

Superioridade do Galaxy

Timbers FC/ Twitter
No primeiro tempo o LA Galaxy se mostrou superior ao adversário.Gyasi Zardes foi novamente destaque e bagunçou a defesa do Portland. O time da Califórnia teve a posse de bola durante grande parte da primeira metade mas não causou muitos sustos ao seguro Kwarasey.

Do lado visitante, pode-se observar um plano de jogo semelhante ao do ano passado, que deu o título ao time comandado por Caleb Porter. Os lenhadores da Cascadia montaram uma defesa sólida, mesmo com o desfalque do bom Liam Ridgewell, e dificultaram as ações ofensivas do adversário. Nos contra ataques, os Timbers apostavam na força do nigeriano Adi.

Inteligência visitante e gol contra


O LA voltou dos vestiários da mesma maneira. Os donos da casa procuravam as laterais para chegar ao gol dos adversários. Do lado visitante, a estratégia também fora mantida. Só que com mais sucesso. O centro avante nigeriano Fanendo Adi demonstrou mais uma vez o faro artilheiro. Em bonita jogada, o africano anotou o primeiro gol do jogo.

Na iminência da derrota e no grito da torcida que lotou o StubHub Center, o Galaxy foi para cima. Na velocidade de Zardes o time criava as melhores oportunidades. Numa delas, Mike Magee perdeu um gol incrível. Parecia que daria Timbers na Califórnia. Só parecia. Nunca subestime Los Angeles. Numa jogada pela direita, Lletget cruzou e, o até então herói Nat Borchers, o lenhador, se tornou o vilão. O barbudo marcou contra e deu números finais ao jogo em Carson.

Assista aos melhores momentos:

Ficha Técnica

Local: StubHub Center; Carson, CA
Público: 25,667

LA Galaxy: Rowe; Rogers (Garcia), Steres, Van Damme, Cole; Magee, de Jong, Husidic (Gordon), Lletget; dos Santos (Jamieson) e Zardes.

Portland Timbers: Kwarasey; Powell, Taylor, Borchers, Klute; Jewsbury, Chara, Nagbe (Grabavoy), Valeri (Mattocks), Melano; Adi.

Gols; Borchers (contra) 84' (Galaxy);  Adi 52' (Portland)

domingo, 10 de abril de 2016

MLS Week 6: New York City 0x0 Chicago Fire

No jogo que marcou o reencontro de New York City FC e Chicago Fire, o resultado foi bem diferente da primeira rodada. Na abertura da temporada, as duas equipes protagonizaram uma grande partida no Toyota Park. Mas hoje, jogando no Brooklyn, os times não saíram do zero.

Apesar do resultado sem gols, o jogo foi empolgante, principalmente no final. O clube de Nova Iorque pressionou em busca do gol. O Fire mostrou como sente a falta de David Accam, seu principal jogador. O resultado mantém o NYCFC na zona dos playoffs, com sete pontos, na vice-lanterna da Conferência Leste. O Fire também tem sete e está em sexto.

Chances de ambos os lados

O placar pode enganar. O duelo entre New York City e Chicago Fire foi disputado. Os times criaram boas oportunidades durante o jogo. Tanto os mandantes quando os visitantes demonstraram gana de vitória. Mas a boa atuação dos goleiros e a falta de qualidade nas finalizações mantiveram o marcador zerado,

MLSsoccer.com
O City foi superior. David Villa teve duas boas oportunidades no primeiro tempo de anotar mas o arqueiro Matt Lampson parou o artilheiro espanhol. O time de Illinois criou menos mas teve um gol anulado. O árbitro Mark Geiger impugnou a jogada que resultou no gol do calouro Jonathan Campbell.

Segundo tempo disputado

A etapa complementar continuou como a inicial. David Villa teve mais uma boa chance e mais uma vez foi parado por Lampson. O arqueiro dos azuis de New York também trabalhou. Josh Saunders fez boas defesas em chutes de Gilberto e Igboananike.

Apesar de protagonizarem um bom duelo, NYCFC e Chicago podem lamentar o resultado. Os times ainda não convenceram na temporada e precisam apagar a má impressão de 2015. Entre as lamentações, melhor para o Fire, que completou quatro jogos de invencibilidade.

Confira os melhores momentos:

Ficha Técnica:

Local: Yankee Stadium; New York, NY
Público: 22,930

New York City: Saunders; Iraola, Brillant, Hernandez, Matarrita; Diskerud (Poku), Pirlo (Bravo), McNamara; Mendoza, Mullins (Taylor) e Villa.

Chicago Fire: Lampson; Ramos, Kappelhof, Campbell, Harrington; Stephens, Polster (LaBrocca), Alvarez (Goossens), Cocis, Igboananike; Gilberto (Morrell).

MLS Week 6: Houston Dynamo 1x1 Seattle Sounders

O Seattle Sounders sofreu mas conseguiu um empate no último lance contra o Houston Dynamo, no Texas. O time do estado de Washington mais uma vez atuou mal mas conseguiu somar um ponto ao arrancar um empate sofrido, aos 49 da etapa final com gol do zagueiro Marshall.

Quem sofreu foi a torcida do Dynamo, que compareceu em bom número ao BBVA Compass e viu seu time completar três jogos sem vencer. Os dois times continuam em baixa no campeonato. O Seattle é vice-lanterna da Conferência Oeste com apenas quatro pontos. Houston está logo acima, em oitavo com cinco.

Seattle Sounders instagram

Domínio laranja

O primeiro tempo foi todo dominado pela equipe da casa. O Houston fez valer o mando de campo e pressionou o Sounders. Apesar de ter a posse da bola a maior parte do tempo, o time texano não conseguia finalizar. Apenas Anibaba conseguiu arrematar e fez o goleiro Frei trabalhar.

Apesar do baixo número de finalizações, o time laranja mandava na partida e o gol não demorou a sair. Aos 35, o lateral Anibaba cruzou para Giles Barnes que, com muita categoria, mandou no contrapé de Stefan Frei, deixando o arqueiro suíço imóvel no centro do gol. Um golaço para inaugurar o marcador.

Marasmo

Após o intervalo, o Seattle voltou disposto a buscar o empate. Entretanto, o time visitante demonstrava claramente que sentia falta de jogadores como Obafemi Martins, que foi vendido para a China e Erik Friberg, que está lesionado.

A equipe Rave Green tentava mais com raça do que com qualidade. Os laranjas de Hostoun já tinham abdicado de jogar. Pagaram por isso. No último lance do duelo, Anderson cruzou, Willis falhou e Chad Marshall mandou pras redes. Empate na bacia das almas para o Sounders.

Confira os melhores momentos:

Ficha Técnica

Local: BBVA Compass Stadium; Houston, TX
Público: 20,975

Houston Dynamo: Willis; Anibaba, Horst, Rodríguez, Beasley; Alex, Clark, Wenger (Miranda), Maidana (Boniek García), Barnes (Rocha); Bruin.

Seattle Sounders: Frei; Mears, Evan, Marshall, Jones (Remick); Alonso, Dempsey, Roldan; Kovar (Anderson), Morris (Gómez) e Ivanschitz.

Gols: Barnes 35' (Dynamo); Marshall 90+4' (Sounders).

MLS Week 6: Real Salt Lake 1x0 Colorado Rapids

O Real Salt Lake é o único invicto na temporada 2016 da Major League Soccer. E a invencibilidade foi confirmada nessa rodada contra um rival. Jogando no estádio Rio Tinto, o RSL sofreu mas manteve-se firme e derrotou seu maior adversário pelo placar mínimo e começou com vantagem a Rocky Mountain Cup.

O triunfo do time de Utah foi fruto de uma tremenda falha da defesa rival, especialmente o goleiro Zac MacMath, e da grande atuação do goleiro Nick Rimando, que voltou a atuar depois de se recuperar de um problema intestinal. Os leões de Salt Lake assumiram a vice liderança no Oeste com 11 pontos enquanto o time de Denver tem sete pontos e está em sexto na mesma conferência.

Save Rimando!

Russ Isabella/ USA Today Sports
Os torcedores que lotaram o Rio Tinto esperavam ver uma grande partida do Real Salt Lake. Não foi bem o que aconteceu. No entanto, os fãs puderam comemorar a vitória sobre o maior rival no fim. O triunfo veio graças ao grande destaque dos anfitriões. O goleiro Nick Rimando voltou do departamento médico e mostrou porque é o principal ídolo da franquia.

O arqueiro foi bombardeado desde o início do jogo em chutes de Pappa, Gashi, Azira e Miller. O Colorado Rapids criou inúmeras oportunidades de gol mas foi parado pelo goleiro em noite iluminada. Do outro lado, o RSL também criava, no entanto, sem tanto perigo para o rival.

Nos detalhes

Como todo clássico, o primeiro jogo do clássico da Rocky Mountain Cup foi decidido nos detalhes. O detalhe desta vez veio dos goleiros. Enquanto Rimando fechou o gol, o jovem goleiro MacMath falhou.  

O arqueiro do Colorado saiu como um incauto para tentar afastar a bola da defesa e deixou a meta livre para o artilheito Joao Plata marcar por cobertura. O domínio dos Rapids foi por água abaixo. O time visitante não teve mais forças para se recuperar e o RSL continuou invicto e saiu vitorioso.

Confira os lances abaixo:

Ficha Técnica:

Local: Rio Tinto Stadium; Sandy, UT
Público: 19,224

Real Salt Lake: Rimando; Beltran, Glad, Maund, Wingert (Phillips); Sunny (Stertzer), Mulholland (Morales), Beckerman; Martínez, Plata e Movsisyan.

Colorado Rapids; MacMath; Miller, Burling, Sjoberg, Burch; Cronin, Azira, Pappa, Powers (Badji), Gashi; Solignac.

Gols: Plata 72' (Real Salt Lake).

MLS Week 6: FC Dallas 2x2 San Jose Earthquakes

O San Jose Earthquakes foi ao Texas e saiu desapontado. A equipe da Califórnia encarou o FC Dallas, no Toyota Stadium e empatou em 2x2. Os Quakes estiveram na frente duas e vezes e cederam o empate.

O jogo em Frisco serviu para colocar frente a frente duas equipes que prometem brigar pela ponta na Conferência Oeste. Apesar do empate heroico, o FC Dallas perdeu a liderança da conferência e caiu para o terceiro lugar, com 11 pontos. Já o time de San Jose chegou aos oito pontos e está em quarto.

Jogão

Kevin Jairaj/ USA Today Sports
Como era de se esperar, Dallas e Earthquakes fizeram uma partida muito movimentada no Texas. No entanto, os Quakes surpreenderam ao deixar a postura defensiva de lado e atacar os donos da casa. Os dois times tocaram bem e a bola e criaram boas chances Nas primeiras de cada equipe, logo no início da partida, os goleiros fizeram a diferença.

Na segunda dos visitantes não deu para Chris Seitz. Amarikwa cobrou lateral rápido, tabelou com Dawkins, que cruzou para Alberto Quintero anotar o primeiro da partida. O Dallas não deixou por menos e exerceu uma pressão incrível contra o adversário.Akindele e Gruezo forçaram Bingham a trabalhar.

O empate parecia questão de tempo. E era. Aos 36, Shaun Francis cometeu pênalti ao fazer falta em Hollingshead. Tesho Akindele bateu e não decepcionou os torcedores. Com o jogo empatado, os touros de Dallas ainda criaram mais uma oportunidade com o mesmo Akindele, que foi defendida pelo goleiro californiano.

Empate amargo

Na volta para o segundo tempo, o forte ritmo continuou. San Jose se manteve firme na defesa e tocava bem a bola, criando boas oportunidades de gol. Por sua vez, Dallas usava a velocidade de seu jovem time para tentar furar o ferrolho armado por Dominic Kinnear.

A juventude dos texanos tem um preço: a inexperiência. O jovem e talentoso zagueiro Zimmerman falhou e deixou o experiente artilheiro Chris Wondolowski sozinho, cara a cara com o goleiro Seitz. O centro avante tocou pro fundo das redes e recolocou os Quakes na frente.

San Jose começou a tocar a bola e o triunfo parecia questão de tempo. Mas um vilão apareceu. O zagueiro Victor Bernárdez anotou contra o patrimônio. O colombiano Castillo fez grande jogada e cruzou, o defensor mandou forte de cabeça, mas contra o próprio gol.

No final, os times pareciam cansados. Mesmo assim, Seitz e Bingham apareceram uma vez mais cada e decretaram o resultado final da partida. Empate amargo para os visitantes e não tão ruim para os donos da casa, que não estiveram na melhor noite.

Confira os principais lances abaixo:

Ficha Técnica:

Local: Toyota Stadium; Frisco, TX
Público: 13,386

FC Dallas: Seitz; Hollingshead, Hedges, Zimmerman, Figueroa; Barrios, Gruezo, Acosta (Rosales), Castillo (Ulloa); Urruti e Akindele (Harris).

San Jose Earthquakes: Bingham; Wynne, Bernárdez, Imperiale, Francis; Quintero (Salinas), Alashe, Thompson, Dawkins (Innocent); Wondolowski e Amarikwa (Jahn).

Gols; Quintero 4' e Wondolowski 55' (Earthquakes); Akindele (pen,)36' e Bernárdez (contra) 62'.



MLS Week 6: New York Red Bulls 0x2 Sporting Kansas City

O Sporting Kansas City segue nadando de braçada na temporada 2016 da MLS. O SKC foi até Harrison, na Grande Nova Iorque, para duelar contra o New York Red Bulls e mostrou porque é forte candidato à MLS Cup. O time azul fez dois a zero no time nova iorquino e ampliou a vantagem na liderança da Conferência Oeste e do Supporter's Shield.

Os gols dos visitantes foram anotados por Dominic Dwyer e de Benny Feilhaber. A equipe do Missouri acumula 12 pontos em 15 possíveis. O único revés foi contra, o ainda invicto, Real Salt Lake na rodada passada. Por sua vez, os Red Bulls ainda não se encontraram na temporada. O time é penúltimo colocado no leste com apenas três pontos.

Brilho Azul

O Sporting KC queria apagar a atuação da última partida contra o rival RSL. Por isso, não deu chances ao NYRB. O treinador Peter Vermes armou o time para conter o forte meio campo nova iorquino. A estratégia deu certo. Kljestan, Felipe e McCarty pouco criaram no primeiro tempo. 
Matt Reed/ SBI Soccer

Os visitantes apostavam no contra-ataque para vencer. E foi de um que nasceu o gol do SKC. Dwyer ganhou a bola na vontade, passou para Zusi que escolheu Feilhaber entre os vários jogadores livres para marcar. O meia não decepcionou e bateu Robles para abrir o marcador na Red Bull Arena.

Estando atrás no marcador, New York partiu para cima do adversário. Foi aí que o goleiro Tim Melia entrou em ação. O arqueiro pegou grandes finalizações de Lade e Wright-Phillips. Melia ainda contou com a sorte num chute de Sean Davis que acertou a trave.

Opostos na defesa

Na etapa final, o Sporting retomou a consistência defensiva e matou o jogo logo aos 15 minutos em mais uma falha da desorganizada defesa dos Red Bulls. O zagueiro Abdul-Salaam cobrou lateral dentro da área e o baixinho Dom Dwyer deu um drible virou sobre o corpulento zagueiro Duvall. Dois a zero SKC.

Com o resultado adverso, só restava aos mandantes irem para cima do rival. Sem organização New York tentou atacar o Sporting. No entanto, o treinador Vermes anulou as principais peças do adversário. Na base da raça, o time vermelho ainda conseguiu um pênalti. Mas Tim Melia confirmou a grande noite e parou Bradley Wright-Phillips, sacramentando a vitória do Sporting.



Assista aos melhores momentos:

Ficha Técnica

Local: Red Bull Arena; Harrison, NJ
Público: 21,406

NYRB: Robles; Zizzo, Duvall, Ouimette, Lade; Davis, McCarty (Muyl), Sam (Abang), Kljestan, (Shaun Whright-Phillips), Grella; Bradley Wright-Phillips.

SKC: Melia; Myers (Abdul-Salaam), Nuno Coelho, Ellis (Opara), Dia; Feilhaber, Olum, Espinoza (Medranda); Hallisey, Dwyer e Zusi.

Gols: Feilhaber 17' e Dwyer 60' (Sporting Kansas City).


MLS Week 6: DC United 4x0 Vancouver Whitecaps

O DC United finalmente venceu na MLS e foi de goleada. O time da capital americana encarou a forte equipe do Vancouver Whitecaps no RFK Stadium e goleou os canadenses por quatro a zero. O argentino Fabián Espíndola brilhou e marcou os dois primeiros gols do United na partida.

As águias de Washington desencantaram no torneio e, de quebra, entraram na zona de classificação para os playoffs, chegando à quinta posição na Conferência Leste. Os Whitecaps, apontados como um dos favoritos da temporada, continuam cambaleando e estacionaram na sétima posição no Oeste com sete pontos.

Tarde inspirada

O DC United começou o jogo disposto a apagar o péssimo início de temporada. O time estava em tarde inspirada. Desde o princípio do duelo, os donos da casa pressionaram. O Vancouver era um arremedo da equipe que foi brilhou no ano passado. O time rubro-negro envolveu os canadenses. No entanto, o United tinha dificuldade para finalizar com perigo.

A primeira ameaça ao gol de Ousted veio somente aos 26 minutos com um chute de Nyarko, que foi desviado e passou perto da meta do goleiro dinamarquês. A pressão continuou e o personagem do jogo entrou em cena. Fabián Espíndola começou a participar mais da partida e finalizou duas vezes com perigo.

A insistência do DC United e de Espíndola logo seria recompensada. Aos 39, DeLeon tocou para Rolfe na área, o atacante bateu, o goleiro Ousted não segurou e o argentino, oportunista, aproveitou e mandou pro fundo das redes do RFK.

Domínio Total

O segundo tempo não foi diferente do primeiro. Os donos da casa seguiram dominando e criando muitas chances. O goleiro Ousted salvou o Vancouver mais três vezes em chutes de Espíndola e Chris Rolfe. O time canadense estava aturdido e não conseguia chegar ao gol de jovem Worra.
Cliff Starkey/ SBI Soccer

Com todo esse poder ofensivo, o segundo gol não demorou a chegar. E veio de novo com Fábian Espíndola e de novo no oportunismo. Em cruzamento, o zagueiro Birnbaum subiu mais alto que todo mundo e cabeceou na trave. No rebote, o argentino estava lá para conferir e ampliar a vantagem do time da capital.

Após o segundo gol, o Vancouver se perdeu de vez. Desorganizado, o time canadense se atirou ao ataque e deixou muitos espaços no meio-campo e na zaga. Em tarde inspirada, os donos da casa aproveitaram. O costarriquenho Álvaro Saborío e o argentino Luciano Acosta fizeram grande dobradinha. Acosta deixou Saborío na cara duas vezes e o atacante não decepcionou. Estava sacramentada a primeira vitória do DC United na temporada.

Confira os melhores momentos abaixo:


Ficha Técnica

Local: RFK Stadium; Washington, DC
Público: 14,088

DC United: Worra; Franklin, Birnbaum, Boswell, Kemp; Nyarko (Vincent), DeLeon, DeLeon, Sarvas, Neagle; Espíndola (Saborío) e Rolfe (Acosta).

Vancouver Whitecaps: Ousted; Aird, Waston, Parker, Harvey; Techera, Jacobson, Teibert (Froese), Bustos (Manneh); Kudo e Pérez (Hurtado).

Gols: Espíndola 39', 54' e Saborío 88', 90+1' (DC United).


MLS Week 6: Montreal Impact 2x0 Columbus Crew

O Montreal Impact se recuperou na MLS e bateu o Columbus Crew em casa e se vingou da eliminação nos playoffs do ano passado. Jogando no estádio Olímpico de Montreal por conta do intenso frio e da neve no Quebéc, o Impact teve dificuldades mas, com gols de Camara e Bekker, passou pelo time de Ohio por dois a zero.

A equipe canadense assumiu a liderança da Conferência Leste da liga, com nove pontos. O Crew segue sem vencer na MLS. O time aurinegro perdeu três e empatou dois jogos até aqui na temporada e é o lanterna no leste.

Jogo equilibrado

O primeiro tempo começou morno na fria cidade canadense. O Montreal tentava retomar o ritmo irresistível das duas primeiras partidas na temporada mas o Columbus Crew manteve uma defesa forte e saía com perigo nos contra-ataques.

As principais jogadas do Impact saíam dos pés do meia Ignacio Piatti. O argentino, apesar da forte marcação do adversário, conseguia encontrar alguns espaços mas não o suficiente para causar perigo ao gol de Steve Clark.

Eric Bolte/ USA Today Sports
Piatti era o principal jogador em campo, mas a principal chance do primeiro tempo saiu dos pés de outro argentino. Lucas Ontivero finalizou com força, da entrada da área e acertou a trave dos visitantes, quase abrindo o placar no Canadá.

Segundo tempo aberto

Na segunda etapa, os times saíram mais para o jogo e criaram mais oportunidades de gol. Justin Meram e Ethan Finlay tiveram boas chances de inaugurar o marcador para o time de Ohio mas não aproveitaram. E quem não faz toma.

Em cobrança de escanteio pela esquerda, Lucas Ontivero cruzou e o zagueirão Camara subiu sozinho para marcar o primeiro da partida no estádio Olímpico. Depois do gol o Columbus desmoronou. A vitória dos donos da casa parecia cada vez mais próxima.

Com o adversário desestabilizado, ficou fácil para o Montreal. Agora com espaço, Piatti doutrinou e deixou Oduro na cara do gol. O ganês, no entanto, não aproveitou e chutou em cima de Clark. Mas o segundo gol não demorou. Na jogada seguinte, Piatti tocou para Oyongo, que cruzou na cabeça de Bekker. O volante cabeceou com força, certeiro e anotou o gol da vitória.


Confira abaixo os melhores momentos:


Ficha Técnica

Local: Estádio Olímpico de Montreal; Montreal, QC
Público: 22,053

Montreal Impact: Bush; Camara (Oyongo), Cabrera, Ciman, Toia; Bekker, Alexander, Ontivero (Venegas), Piatti, Shipp (Mallace); Oduro

Columbus Crew: Clark; Afful, Parkhurst, Sauro (Wahl), Francis; Trapp, Saeid, Finlay, Higuaín, Meram (Cedrick); Kamara

Gols: Camara 48' e Bekker 58' (Montreal Impact)

MLS Week 6: New England Revolution 1x1 Toronto FC

New England Revolution e Toronto FC se enfrentaram na tarde de sábado em Foxborough. O time canadense arrematou apenas uma vez na meta do goleiro Shuttleworth, mas o tiro foi certeiro. O time da Nova Inglaterra foi melhor durante toda a partida mas não conseguiu finalizar bem.

Com o resultado, ambos estacionam na classificação da Conferência Leste. O Revolution está na quarta posição e se firmou como a equipe que mais empata na liga, já somando quatro igualdades em seis partidas.

O Toronto sofre por ainda não ter jogado em casa. Com o BMO Field em obras, o time canadense só jogará com apoio da torcida na décima rodada. Até lá, o time comandado pelo italiano Giovinco tentará se manter perto da zona dos playoffs. Com o empate, os Reds figuram na oitava colocação, com cinco pontos.

Frio e domínio dos donos da casa


O New England demonstrou que queria a vitória desde o apito inicial. O time do treinador Jay Heaps se aproveitou do fator casa, além do frio de 3°C no Gillette Stadium. Acostumado a atuar na grama sintética do estádio, o Revolution dominou o Toronto com boa movimentação e muitas jogadas pelas laterais.

E foi pelas laterais que o time de Massachusetts chegou ao gol. O jovem Kelyn Rowe começou a jogada do lado esquerdo, a bola chegou na direita com o lateral jamaicano Watson, que cruzou e encontrou o próprio Rowe, livre, que só escorou para marcar o primeiro dos Revs e seu 23° na carreira pela MLS.

A equipe de Boston seguiu pressionando. O meia Diego Fagundez organizava o meio-campo e dava muito trabalho para a defesa canadense. Numa boa trama ofensiva, Burnbury recebeu e bateu para bela defesa do goleiro Irwin.

Bob DeChiara/ USA Today Sports
No segundo tempo a tônica do jogo foi a mesma. New England seguiu atacando enquanto o Toronto continuava acuado. Bem marcado, Giovinco ainda não tinha aparecido na partida. No entanto, não se pode deixar o craque livre nem por um instante e o Revolution pagou por isso.

Em uma jogada polêmica, Teal Burnbury caiu na área e pediu pênalti. O juiz não deu. O volante Will Johnson lançou pra Jozy Altidore em contra-ataque, que dominou, conduziu e só esperou Giovinco chegar. O italiano dominou e mesmo caindo conseguiu anotar o gol de empate. A bola ainda desviou no zagueiro Gonçalves e matou Shuttleworth.

Mais polêmica

A polêmica não acabou por aí. Aos 47 minutos da etapa final, Rowe cruzou na área, Hollinger-Janzen tocou pra trás e Nguyen marcou o que seria o gol da vitória. O atacante saiu comemorando com a torcida enlouquecida. Em vão.

O assistente assinalou que a bola havia saído antes do toque de Hollinger-Janzen e anulou o gol dos Revs. Ao final do jogo, os canadenses saíram contentes com o ponto conquistado enquanto os donos da casa lamentaram mais um empate no torneio.

Assista abaixo aos melhores momentos:

Ficha Técnica

Local: Gillette Stadium, Foxborough, MA
Público: 16,935

New England Revolution: Shuttleworth; Watson, Farrell, Gonçalves, Tierney; Caldwell (Kobayashi), Koffie, Rowe, Nguyen, Fagundez (Davies); Burnbury (Hollinger-Janzen).

Toronto FC: Irwin; Beitashour, Perquis, Moor, Morrow; Delgado (Morgan), Johnson, Bradley, Osorio; Giovinco e Altidore (Babouli).

Gols: Rowe 14' (Revolution); Giovinco 58' (Toronto FC)


MLS Week 6: Philadelphia Union 2x1 Orlando City

O Philadelphia Union sofreu mas bateu o ,até então invicto, Orlando City. O time da Pensilvânia conquistou sua terceira vitória em cinco jogos assumiu a segunda colocação na Conferência Leste da MLS. Os gols do Union saíram dos pés do centro-avante C.J. Sapong e do suíço Tranquillo Barnetta, que marcou um golaço de falta.

O Orlando City sofreu seu primeiro revés na temporada e caiu na tabela do leste. O time da Flórida era líder e terminou a rodada em terceiro lugar. Os Lions contaram com a estreia do jogador brasileiro Júlio Baptista, que entrou no final da partida.

O jogo

Jogando em casa, no Talen Energy Stadium, o Philadelphia começou a partida em cima do adversário. Logo no segundo minuto de jogo, a pressão deu resultado. O jovem Rosenberry cruzou, o zagueiro Rafael Ramos falhou e o artilheiro Sapong aproveitou e marcou o primeiro gol do jogo.

Após o golpe inicial, o Orlando acordou e criou várias oportunidades de gol. O goleiro Andre Blake foi o principal nome do Union no primeiro tempo, salvando a equipe em chutes de Kaká e de Adrian Winter.

Água mole em pedra dura tanto bate até que fura. O ditado valeu mais uma vez. Aos 43 minutos, Molino tocou, Winter deu um chapéu no zagueiro adversário e finalizou com maestria para empatar a partida em Chester.

No segundo tempo o Orlando seguiu dominando mas não conseguiu anotar. Os donos da casa criavam pouco e não assustavam o arqueiro Joe Bendik. No entanto, quando o jogo caminhava para o empate, o futebol provou ser uma caixa de surpresas. O suíço Tranquillo Barnetta, que entrou na etapa final, bateu falta com maestria, aos 45 da segundo tempo. A bola foi no ângulo de Bendik e ainda bateu no travessão antes de entrar.

Derik Hamilton/ USA Today Sports
Após o duro golpe, o treinador Adrian Heath promoveu a estreia do brasileiro Júlio Baptista, que foi contratado na última semana. Mesmo com apenas três minutos em campo, Baptista deu um belo cruzamento para Winter que acertou com força a trave de Blake. No fim, a vitória ficou com o surpreendente Philadelphia, que demonstra que quer apagar a péssima impressão da última temporada.

Assista abaixo aos melhores momentos:


Ficha Técnica


Local: Talen Energy Stadium, Chester, PA
Público: 15,011

Philadelphia Union: Blake; Rosenberry. Tribbett, Richie Marquez, Fabinho; Carroll, Nogueira, Le Toux (Herbers), Alberg (Barnetta), Pontius (Fernandes); Sapong

Orlando City; Bendik; Ramos, Collin, Hines, Boden; Cerén, Carrasco, Nocerino (Júlio Baptista); Molino (Rivas), Kaká, Winter

Gols: 2' Sapong e 90' Barnetta (Union); 43'Winter (Orlando City)



Major League Soccer: o crescimento do futebol na América

 A Major League Soccer (MLS) é a principal liga de futebol dos Estados Unidos. A liga vem obtendo um crescimento espantoso em um curto período de tempo. Para entendermos esse crescimento, precisamos nos remeter à história do esporte nos EUA. Nesse post, o MLS na Veia vai fazer uma retrospectiva geral do futebol nos Estados Unidos, desde a origem do nome ao atual ''boom'' vivido pelo esporte e pela sua maior liga no país, a MLS.

História do ''Soccer'' nos Estados Unidos

Não é novidade pra ninguém que o futebol nunca foi um dos  esportes mais populares na Terra do Tio Sam. Para começar, o nome do esporte no país é diferente do nome original, utilizado no resto do mundo. Football, para eles, é o futebol americano.

A palavra ''soccer'', entretanto, não nasceu nos EUA, os próprios ingleses criaram o termo, com o intuito de diferenciar o Rugby Football do Association Football. O futebol, então, acabou sendo chamado por alguns de ''Association'', depois ''Asoc'' ,'' Soc'' e, por fim, ''Soccer''. Atualmente, o esporte também é chamado de Fútbol (espanhol para futebol) por muitos americanos.

O ''Soccer'' é o terceiro esporte mais praticado do país, atrás apenas do Basquete e do Beisebol. Desde os anos 70, com a fundação da North American Soccer League (NASL) a popularidade do futebol tem crescido por lá.

A NASL foi a primeira liga de futebol dos Estados Unidos. A liga debutou em 1968, com 17 equipes. Atingiu seu auge entre 1978 e 1980, quando chegou a 24 franquias. Dentre eles o famoso New York Cosmos, time onde jogaram Pelé, Beckenbauer e Chinaglia. A partir de 80, a liga começou sua derrocada e decretou falência em 1984.

Em 1994, os Estados Unidos receberam o direito de sediar a Copa do Mundo da FIFA. O torneio foi um grande sucesso, levou mais de 3,5 milhões de americanos aos estádios, e teve a maior média de público de todas as copas, 68.991. A semente fora plantada com sucesso. O soccer voltara a conquistar milhões de americanos.

Como moeda de troca pelo Mundial e, pelo fato do país não ter uma liga profissional desde a falência da NASL, a FIFA pediu à US Soccer (órgão semelhante à CBF) que fosse criada novamente uma liga de futebol profissional no país. O grupo escolhido foi o da Major League Soccer. Ao dia 17 de dezembro de 1993, fora criada a MLS.

MLS: de dias difíceis ao sucesso


A primeira temporada foi realizada em 1996 com 10 times. O DC United, time da capital Washington, venceu os dois primeiros campeonatos. Depois da primeira temporada, a média de público da liga caiu 16%, assustando os donos da liga. Em 1998, a Major League Soccer realizou sua primeira expansão. As cidades de Miami, na Flórida e Chicago, Illinois foram premiadas com o Fusion e o Fire respectivamente.

Em 2000, a média de público do torneio registrou seu número mais baixo, 13,576 torcedores por jogo. As tentativas da MLS de ''americanizar'' o esporte, inserindo mais comerciais, e o fato das partidas serem realizadas em estádios de futebol americano e beisebol pareciam não agradar os fãs.

Com os inúmeros problemas financeiros, os donos da liga demitiram o Comissário Doug Logan e contrataram Don Garber, ex-funcionário da NFL. No entanto, as dificuldades pareciam não ter fim. Em 2002, a liga se viu obrigada a romper o contrato com o Tampa Bay Mutiny e o recém-criado Miami Fusion, que decretaram falência. A liga voltou a ter apenas dez franquias.

O soccer parecia fadado ao fracasso novamente. Mas o inesperado sucesso da Seleção americana na Copa 2002, onde os americanos conseguiram chegar às quartas-de-final, ajudaram a MLS a ressurgir. Em meio ao fervor do soccer,o Columbus Crew inaugurou o primeiro estádio específico para futebol, o atual Mapfre Stadium. A MLS Cup (jogo final da liga) de 2002 recebeu mais de 61 mil torcedores no Gillette Stadium, em Massachusetts.

A liga conseguiu estabilizar as finanças e, de 2003 a 2008, viu seis equipes construírem suas casas e saírem dos estádios de futebol americano. A liga também cresceu em número de equipes. Mercados como Salt Lake City e Los Angeles receberam novas franquias, o Real Salt Lake e o Chivas USA.

Apesar do boom,a estabilidade ainda não estava plenamente conquistada. O San Jose Earthquakes, franquia de sucesso e que revelou Landon Donovan, pediu licenciamento da liga por questões financeiras. A franquia foi então realocada para Houston, onde nasceu o Houston Dynamo.

Em 2007, a MLS assinou com a ESPN seu novo acordo de televisão por US$ 8 milhões por ano, até então, a liga não recebia pelas transmissões. Também em 2007 a liga expandiu-se para além das fronteiras americanas premiando Toronto, no Canadá, com uma franquia, o Toronto FC.

O Efeito Beckham

A Major League Soccer crescia financeiramente e ganhava espaço no coração dos americanos. Todavia, faltava qualidade em campo. Para aumentar o nível da liga e gerar ainda mais interesse da mídia e dos fãs, a MLS criou a regra do Designated Player ( Jogador Designado), à época conhecida como Lei Beckham. Até a criação da norma, assim como em todos os esportes nos EUA, os jogadores de todas as equipes só poderiam receber de acordo com o teto salarial estabelecido pela liga.

Com a possibilidade de pagar mais, os clubes começaram a olhar para as estrelas. E o Los Angeles Galaxy, um dos mais endinheirados, contratou o astro inglês David Beckham. A partir desse momento o mundo começou a descobrir a Major League Soccer.

A chegada de Beckham surtiu o efeito desejado. O interesse na liga cresceu absurdamente, a média de público também aumentou. Várias cidades em todo o país passaram a almejar uma franquia na liga. O boom foi gigantesco.

O San Jose Earthquakes voltou à MLS após dois anos de licença. O soccer conquistou muitos fãs em Seattle, que em 2009 foi premiada com uma franquia, o Seattle Sounders. Em 2010, foi a vez de Philadelphia ser agraciada com o Union. Em 2011, a MLS premiou Vancouver, no Canadá, com o Whitecaps e Portland, com o Timbers. A última cidade que recebeu uma franquia foi Montreal, no Canadá, em 2012. Assim, 19 equipes passaram a integrar a principal liga de futebol profissional dos EUA.

Futuro Promissor

Expansão

Com todo o sucesso recente, a liga pensa grande. Tem planos de se expandir para 28 equipes em um prazo ainda indefinido. Até 2020, o plano é ter 24 franquias. No ano passado, Orlando City, do brasileiro Flávio da Silva e New York City FC começam a jogar a MLS. Os dois times têm planos ousados. O Orlando City conta com a estrela brasileira Kaká, além do italiano Antonio Nocerino. O time de Nova Iorque tem David Villa, Frank Lampard e Andrea Pirlo.

Na temporada de estreia, as equipes não fizeram grande sucesso nos gramados, mas fora deles deram show. Os novatos não chegaram aos playoffs mas deram grandes passos para se estabelecerem como franquia. O Orlando City teve uma média de público de quase 33 mil pagantes e começou as obras do seu novo estádio. O time de Nova Iorque levou uma média de 29 mil torcedores ao Brooklyn e trabalha arduamente nos bastidores para conseguir um terreno para a nova casa.

Além de Orlando e Nova Iorque, Atlanta e Miami também foram premiados com uma franquia. O time da Geórgia fará sua estreia em 2017 e já vendeu mais 20 mil ingressos para toda a temporada. Já a equipe da Flórida ainda não tem data definida para entrar na liga. O astro inglês David Beckham comprou uma franquia Miami, mas o estádio específico para futebol ainda não foi construído. O grupo liderado pelo britânico comprou uma área no bairro de Overtown, predominantemente latino, e espera iniciar as obras até o final deste ano.

Em 2014, o Chivas USA teve seus direitos comprados pela liga. A franquia não tinha muito apelo no mercado de Los Angeles e a MLS quer clubes que lotem estádios e sejam competitivos. O time foi então vendido à um novo grupo de 26 investidores bilionários liderado pelo comentarista esportivo Tom Penn e o ator Will Ferrell. O grupo fundou então o Los Angeles Football Club, que promete competir com a soberania do LA Galaxy na região. As obras do estádio para 22 mil pessoas do LAFC, ao lado do Coliseum de Los Angeles, já se iniciaram.

Ano passado, outra equipe ganhou o direito de figurar na MLS. Com o desejo da liga de se expandir para o Meio-Oeste, o Minnesota United FC, do mercado de Minneapolis-St. Paul, foi premiado. A data de estreia ainda não foi divulgada mas a equipe deve começar a jogar no principal torneio do esporte nos EUA já no ano que vem. No entanto, a franquia de Minnesota deve jogar sua primeira temporada em um estádio alternativo, já que sua nova casa, no bairro de Midway, na capital St.Paul, só deve ficar pronto em 2018.

Outras inúmeras cidades ao redor dos EUA demonstram ávido interesse em contar com uma franquia. As principais candidatas a entraram na liga são: Sacramento(CA), que já possui terreno e projeto de estádio prontos; San Antonio(TX); St. Louis(MO); Las Vegas(NV); Indianapolis(IN); Cincinnati(OH) entre outras cidades.

Apesar de limitar-se a 24 times até 2020, a expansão não deve parar por aí. Muitas cidades relevantes como Detroit, Phoenix e Charlotte  ainda não têm franquias. Outras como Sacramento, San Antonio e Indianapolis têm batidos recordes de público nas divisões inferiores dos Estados Unidos, a atual NASL (2°divisão) e a USL Pro(3°divisão). Vale lembrar que apesar de ter 3 divisões, não há rebaixamento e acesso, semelhante aos outros esportes nos EUA.

Televisão

O último acordo de transmissão da MLS terminou ao fim da temporada de 2014.Em 2015, os números deram um grande salto. Enquanto o último acordo rendeu entre US$ 40 e 45 milhões anuais à liga, o novo contrato assinado com ESPN, FOX e Univisión paga US$ 90 milhões por ano e vai de 2015 até 2022.

O valor cresceu consideravelmente em relação ao último contrato. No entanto ainda é tímido perto do que recebem as ligas dos esportes ''big four''. O Hóquei da NHL recebe uma cota de US$ 200 milhões por ano. A cota da NBA é de US$ 930 milhões. MLB e NFL estão muito acima. A liga de Beisebol recebe 1 bilhão e meio de dólares enquanto a liga de futebol americano angaria mais de US$ 3 bi por temporada.

Competitividade

Assim como nas outras ligas dos EUA, a MLS reparte igualmente os valores recebidos pelas transmissões. A medida visa dar a maior competitividade possível à liga. Outra medida comum às ligas de esportes nos Estados Unidos e adotada pela Major League Soccer é a do teto salarial. A liga estabelece um teto salarial para os clubes, entretanto, pela regra do Designated Player cada franquia pode ter 3 jogadores que ultrapassem esse teto.

O Céu é o limite

Trabalhando arduamente e com muita organização, a MLS colhe resultados fantásticos. Mas para Don Garber, comissário da liga e um dos principais responsáveis pelo sucesso da Major League Soccer, não há limite. Segundo Garber, o objetivo da liga é se estabelecer até 2030 no Top 5 das ligas de futebol no mundo.

Os números levam a crer que o objetivo será atingido. A média de público já supera os 20 mil levando a MLS à oitava posição do ranking mundial, bem a frente do 18° colocado Brasileirão.Apenas quatro equipes ainda jogam em estádios de futebol americano.O sucesso da Copa do Mundo de 2014 na América mostra que o interesse pelo ''soccer'' cresceu de maneira antes inimaginável. A medida que o interesse cresce, as receitas das equipes e da liga também crescem.

A audácia da Major League Soccer levou o futebol nos Estados Unidos à um patamar antes impensado e em um curto período de tempo e deve leva-lo ainda mais longe. É hora de começarmos a aprender com os americanos.